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07 de Dezembro de 2019

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"A certeza da impunidade motiva crimes desta natureza", avalia delegada sobre estupro em Brusque

11/02/2016 11:23

A Polícia Civil já identificou o suspeito de ter estuprado uma mulher de 48 anos na manhã desta quarta-feira no Centro de Brusque. Autuado em flagrante, Amarildo da Silva, 33, permaneceu algumas horas na delegacia, onde prestou depoimento, e foi encaminhado para a Unidade Prisional Avançada (UPA) de Brusque, onde permanece preso. Silva é, segundo a delegada Rosi Barbosa Serafim, o principal suspeito pelo crime.

Conforme a delegada, o homem deve seguir detido até que um pedido de prisão preventiva seja encaminhado e aprovado pelo Judiciário. Rosi revela que Silva é natural de Itajaí e já teria cometido outros crimes, entre eles furtos e roubos. 

— A preventiva é necessária em razão da gravidade do crime. Sem contar que nos antecedentes dele já consta o mesmo crime de violência contra a mulher, mas em Jaraguá do Sul — conta. 

A pena mínima para este tipo de crime, segundo Rosi, é de seis anos, mas caso o réu tenha antecedentes criminais e houver o entendimento do juiz responsável, a pena pode ser maior. De acordo com a delegada, Silva não se pronunciou sobre a ocorrência durante o depoimento e afirmou que só falaria na presença de um juiz. Ele não tem advogado ainda.

Vítimas precisam denunciar

Em plena luz do dia _ o ataque ocorreu às 7h em um local movimentado de Brusque, a Avenida Bepe Roza, também chamada de Beira-Rio _, o crime chocou os moradores, que além de socorrer a vítima, acionaram a Polícia Militar e auxiliaram nas buscas do suspeito.

Na avaliação da delegada, que já trabalhou na comarca de Blumenau e atualmente cobre a região de São João Batista, crimes como os desta quarta-feira são cada vez mais recorrentes por conta da falta da punição. 

— Ao meu ver, a certeza da impunidade motiva ele (o suspeito) a praticar um crime desta natureza. Muitas vítimas não denunciam. Seja por causa do nervosismo, por não conseguirem lembrar as características do suspeito _ o que inviabiliza a identificação _, ou por medo de não serem acreditadas pela autoridade, elas se calam — argumenta.

Preocupada em encorajar as denúncias, Rosi faz questão de passar todas as características de Silva: alto, mais de 1,80 metro, pele escura, porte físico avantajado e com uma extensa cicatriz no abdômen. Segundo a delegada, qualquer mulher vítima de abuso que tenha acesso a foto e às características do suspeito pode denunciar, mesmo que não o tenha feito na época do crime.

— Quem não fez o registro e tem medo de se expor, pode ligar no 180, falar que viu esta matéria e então o delegado deve encaminhar o material ao fórum para anexar ao flagrante feito hoje (quarta-feira). Agora, caso a vítima preferir, é só ir até uma delegacia, comunicar o ocorrido e então um novo procedimento deve ser instaurado e depois anexado ao flagrante — conclui.

Fonte: Jornal de Santa Catarina
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