Abaixo-assinado para médico acusado de atentado ao pudor - Rádio Sentinela do Vale

Gaspar / SC
04 de Junho de 2020

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Abaixo-assinado para médico acusado de atentado ao pudor

dsc01820MD.jpgFernando César Buchen, médico, casado, pai. Viveu a infância e adolescência em Curitiba (PR) ao lado dos pais e outros dois irmãos. Formado pela Universidade Federal do Paraná, viu em Gaspar a oportunidade de prosperar na carreira médica. A vida, que até então era como a de qualquer outra pessoa, sofreu uma reviravolta dia 1º de abril. Buchen foi preso por volta das 10h, no consultório onde trabalhava, no Centro de Blumenau. Saiu algemado direto para a viatura da polícia.  O ortopedista respondia em liberdade a um processo movido em 2008 por duas pacientes de Blumenau pelo crime de atentado ao pudor. A denúncia de uma terceira mulher, de Gaspar, pelo mesmo motivo, serviu de base para o Ministério Público solicitar a prisão preventiva do médico.   Um dia depois de ser preso, já no Presídio Regional, Buchen se feriu com uma faca. Foi encaminhado ao hospital, onde até domingo à noite permanecia internado. A notícia da acusação e prisão do médico deixou parentes, amigos e moradores de Gaspar espantados.

O ALUNO
Fernando começou a cursar medicina na Universidade Federal do Paraná em 1992. A turma era grande: aproximadamente 100 alunos. Porém, ele era um dos que mais se destacavam, conforme lembra o amigo e também médico, Guilherme Augusto Bertoldi:

- Fernando ficava entre os 15 primeiros alunos com as melhores notas. Era estudioso e levava a profissão a sério.
O amigo, que conhece o médico há 20 anos, lembra que o médico tem perfil prestativo e não gosta de injustiças. O gosto pela ortopedia surgiu antes mesmo de terminar a faculdade, pelo quarto ano. A conclusão do curso foi em 1997.
Sobre a prisão de Fernando, Guilherme disse que ficou surpreso.

- Não consigo acreditar, isso não se encaixa com a pessoa que conhecemos.

O PROFISSIONAL
Há aproximadamente 10 anos, Fernando saiu de Curitiba, onde se formou, para morar em Gaspar. Veio em busca de prosperidade profissional. Em uma clínica particular, começou a conquistar clientela. Ele também foi diretor clínico do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Em Blumenau, trabalhou no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem (Sintrafite) e Associação de Portadores de LER.
Comovidos com a prisão do médico, pacientes da clínica, em Gaspar, resolveram fazer um abaixo-assinado para apoiar a idoneidade do especialista. O grupo já conseguiu arrecadar mais de 100 assinaturas. Para muitos, Buchen é visto como um profissional ético, sério e comprometido.

Luzia Pereira é paciente de Fernando há cinco anos. Quando soube da prisão do médico, pensou em ir à delegacia para depor a favor dele. Ela defende: 

- Fico chocada com a acusação, pois nunca vi qualquer mudança de comportamento dele.

O contador Carlos Alberto Junkes também é paciente e não concorda com o que consitera um prejulgamento que as pessoas estão fazendo do médico. Ele define Fernando como um profissional competente. 

- O julgamento cabe à Justiça. Não posso acreditar que ele tenha feito isso.

O ATLETA
Assim que chegou a Gaspar, Fernando se inscreveu em uma academia para fazer natação. Foi nas aulas que Jean Carlos da Silva conheceu o médico. Ele lembra que no final da aula, os alunos costumavam jogar polo aquático. Fernando participava das atividades e também se reunia com o grupo fora da academia.

- Ele participava dos encontros, mas sempre teve uma postura séria. Não é de beber ou fazer confusão. É impossível acreditar que ele tenha cometido algum tipo de crime - lamenta Silva.

A FAMÍLIA
Até se formar como médico, Fernando morou com a família em Curitiba. Veio para o Vale por volta do ano 2000. Em Gaspar, conheceu Gisele, filha do atual prefeito Celso Zuchi. Eles se casaram e estão juntos há oito anos. Há cinco, ele é pai de uma menina.

Fonte Jornal de Santa Catarina

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