Após protestos, governo decreta estado de exceção no Equador - Rádio Sentinela do Vale

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16 de Julho de 2020

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Após protestos, governo decreta estado de exceção no Equador

O governo do Equador decretou estado de exceção nesta quinta-feira (30) e ordenou que o Exército vá às ruas e assuma as funções da polícia para manter a segurança pública, em meio à onda de protestos de policiais e militares que toma o país.

"Uma vez que setores da polícia abandonaram irresponsavelmente seu trabalho... declaramos o estado de exceção", disse o ministro de Segurança Interna, Miguel Carvajal.

Embaixador do Brasil em Quito diz que instabilidade no Equador não permite fazer previsões. A repórter  Renata Giraldi traz mais tedalhes.

A medida vale por uma semana,segundo o secretário jurídico da Presidência, Alexis Mera. Ele repetiu palavras do presidente Rafael Correa e disse que há uma tentativa de golpe de estado no país.

Pouco antes, Correa, que está hospitalizado e praticamente cercado por opositores dentro de um hospital, acusou de "conspiração e traição" os policiais que protestam nesta quinta em vários pontos do país.

Ele disse que os oposicionistas estão tentando dar um golpe de estado, citando a Sociedad Patriótica, partido do ex-presidente e ex-candidato presidencial Lucio Gutiérrez, e setores das Forças Armadas.

"É claríssimo de onde vem essa tentativa desestabilizadora", disse, acrescentando que o ataque que sofreu foi "covarde".

Correa também confirmou a informação de que tem intenção de dissolver o Parlamento.

O presidente equatoriano falou em uma entrevista por telefone, do hospital onde está internado após ter tido contato com gás lacrimogêneo lançado por manifestantes ao fim de um tenso discurso em um quartel da capital, Quito.

O presidente teve de usar máscara de gás para deixar um quartel, após discursar para tropas que protestavam, e foi hospitalizado logo a seguir.

Ele afirmou que o prédio do hospital estava cercado por manifestantes, que o procuraram, e que eles seriam responsabilizados caso ele fique ferido.

Tensão
O Equador enfrenta um clima tenso nesta quinta por conta de protestos em ao menos três cidades do país. Há relatos de comércio fechado e saques na capital, Quito, e em Guayaquil.

Militares tomaram as pistas do aeroporto de Quito, que ficou fechado.

O prédio do Congresso também foi tomado, segundo Julia Ortega, porta-voz do Legislativo. Os congressistas da bancada governista decidiram permanecer de forma indefinida no prédio, com a intenção de defender a democracia.

As atividades da Assembleia Nacional tinham sido suspensas depois de protestos que a deixaram sem segurança policial.

Apoio popular
Ao mesmo tempo, centenas de manifestantes favoráveis ao presidente estavam reunidos em apoio ao governo na frente do palácio presidencial, segundo testemunhas.

O ministro de Relações Exteriores, Ricardo Patiño, pediu à população que fosse às ruas para apoiar "pacificamente" o presidente e resgatá-lo do hospital.

 

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