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20 de Outubro de 2018

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Cresce número de acidentes com vítima nas rodovias federais de SC

07/06/2018 09:43

Santa Catarina é o segundo Estado com mais registros de acidentes de trânsito com vítimas nas rodovias federais, atrás apenas de Minas Gerais. É o que revela a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) apresentada na segunda-feira. Estradas sem manutenção, falta de sinalização adequada, obras, baixo efetivo de policiais e formação inadequada são apontados como os principais causadores de acidentes nas estradas federais que cortam o Estado. 

No total, foram 7.017 acidentes com vítimas nas rodovias federais de SC em 2017 e mais de 79 mil casos na última década. O levantamento, que contabiliza dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e também do Ministério da Saúde, aponta ainda que 381 pessoas morreram nas estradas que cortam o Estado no ano passado – os trechos da União no Estado é o quinto mais letal do país e perde para Minas Gerais (869), Paraná (613), Bahia (594) e Rio Grande do Sul (391). No Brasil, foram 1.6 milhão (média de 411,3 acidentes por dia) e 83.481 mortes (média de 20,8 mortes por dia) no período de 2007 a 2017, revela a CNT.

Entre os Estados mais letais do país 

Se levar em consideração a taxa de óbitos por 100 mil habitantes, Santa Catarina também figura entre os Estados com as rodovias federais mais letais do país. Em 10 anos, a taxa superou a marca de 7,5 mortes. Apesar dos números alarmantes, a quantidade de vítimas fatais em 2017 foi o menor nos últimos 10 anos, revelou a pesquisa. Houve uma queda de 15% no número de mortes entre 2016 e 2017. O Carlos André Poluceno Possamai, inspetor da Polícia Rodoviária Federal em Santa Catarina, acredita que a redução é fruto da desaceleração da economia nos últimos dois anos. De acordo com o policial, mesmo assim as estradas estão saturadas. 

– As rodovias federais em Santa Catarina cortam os principais centros urbanos do Estado. O movimento é intenso o que resulta em acidentes. Em alguns casos, para driblar os congestionamentos que se formam os motoristas se arriscam e o resultado pode ser fatal. As condições inadequadas de infraestrutura também potencializa esse problema – explica. 

De acordo com ele, uma forma de reduzir o número de batidas com vítimas, e consequentemente, o número de óbitos seria investir no aumento de policiais para assim garantir uma fiscalização mais eficiente, principalmente, em relação a ultrapassagens em locais perigosos e o excesso de velocidade. Atualmente cerca de 500 policiais rodoviários patrulham as rodovias federais que cortam Santa Catarina. Ou seja, um agente para a cada sete quilômetros de rodovia – SC tem um total de cerca de 2,5 mil quilômetros de BRs, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

– Seria necessário um efetivo 50% superior a isso. O governo pretende fazer um concurso público para contratar novos servidores, mas o número de novos profissionais não vai suprir a demanda necessária. É preciso investir mais, seja em pessoal e tecnologia – disse. 

Para o presidente do Monatran (Movimento Nacional de Educação no Trânsito), Roberto Bentes de Sá, o problema não é só a falta de fiscalização. Para ele, não há preparo dos motoristas brasileiros, de uma maneira geral. O dirigente propõe um novo modelo de testes para obter a CNH. 

– O governo deveria alterar as formas dos condutores se habilitar. Hoje, os motoristas aprendem a dirigir na cidade. Seria necessário fazer testes também em rodovias. Isso pouparia muitas vidas – sugere Roberto Bentes de Sá.

Estradas mais perigosas no Estado 

Entre as principais estradas federais que cortam Santa Catarina, as BRs 101, 470 (na região do Vale do Itajaí) e 280 (no Norte do Estado), são as mais violentas. A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte mostra que na 101, no trecho próximo ao município de São José, na Grande Florianópolis, foram registradas nove mortes e 593 acidentes em 2017. O trecho é o 12º mais letal do país.

Outra estrada que preocupa no levantamento é a BR-280, que liga São Francisco do Sul até a fronteira com a Argentina. O estudo mostra que ocorreram 7.516 batidas na última década, sendo o trecho de Guaramirim, o mais letal. Somente em 2017, foram seis mortes e 104 batidas com vítimas, mostrou o estudo.

Na BR-470, importante ligação entre o litoral, passando pelo Vale do Itajaí até a região do Planalto e do Oeste catarinense, foram 15.170 ocorrências e 1.277 vítimas fatais entre 2007 e 2017. No ano passado, de acordo com a CNT, foram seis mortes e 91 acidentes nas proximidades de Blumenau, apontada pelo estudo como sendo o mais perigoso da rodovia.

Trechos em obras nas BRs

Tanto na BR-470 quanto na BR-280, os trechos mais violentos estão em obras de duplicação há anos e a falta de sinalização, bem como a imprudência dos motoristas, são apontadas como as principais causas de mortes no volante. 

O DNIT foi procurado ontem à noite, mas não tinha acessado os dados da pesquisa. Só vai comentar após analisar os números. O mesmo ocorre com a Autopista Litoral Sul, responsável pelos trechos BR-101 citados.

Fonte: Diário Catarinense
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