Em cinco anos, SP perde mais da metade das videolocadoras - Rádio Sentinela do Vale

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20 de Outubro de 2020

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Em cinco anos, SP perde mais da metade das videolocadoras

As videolocadoras em São Paulo vivem um dilema. Após mais da metade das lojas fechar as portas no estado, algumas tentam ganhar o cliente pela boca, dando mais espaço para os itens de conveniência, como doces e bebidas. Outras passaram a também vender DVDs e investiram em um catálogo diferenciado, com filmes que não são facilmente encontrados nem em camelôs nem na web. Na tentativa de se manter em um mercado cada vez mais enxuto, todas depositam suas esperanças mesmo no Blu-Ray, nova tecnologia que, se também não for pirateada, pode impulsionar o movimento.

“O horizonte é o blu-ray, porque não dá para piratear. A alta definição não dá para piratear nem fazer download. Por isso, está se apostando nessa nova mídia. É uma sobrevida para as videolocadoras”, diz Luciano Tadeu Damiani, presidente do Sindicato das Empresas Videolocadoras do Estado de São Paulo (Sindemvideo).

Segundo dados da associação, nos últimos cinco anos, o número de videolocadoras no estado passou de 4.800 para cerca de 2.000 – uma queda de quase 60%. Para Damiani, que tem uma videolocadora na Zona Oeste de São Paulo, a culpa é quase que exclusiva da pirataria. “A pirataria que na era do VHS estava concentrada na Santa Ifigênia, na Rua 25 de Março, na Galeria Pagé, ficou desenfreada com os DVDs. A pirataria foi para o ponto de ônibus, para cada esquina."

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