Júri Popular condena assassino de diarista a 22 anos e quatro meses de prisão - Rádio Sentinela do Vale

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23 de Setembro de 2017

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Júri Popular condena assassino de diarista a 22 anos e quatro meses de prisão

25/11/2016 00:36

“Julgo procedente a denúncia para condenar o réu Joaquim de Souza ao cumprimento da pena de 22 anos e quatro meses, em regime inicialmente fechado”. A frase proferida pela juíza da 3ª Vara da Comarca de Gaspar, Graziela Shizuiho Alchini, está contida no último parágrafo do ofício ‘vistos para sentença’ do julgamento de Joaquim de Souza, agora culpado pela morte de Marli de Lima. O julgamento seguiu até às 16h30 de quinta-feira, 24 de novembro, quando a sentença foi lida e aplaudida pelos familiares de Marli, que, agora, respiram aliviados pelo desfecho do crime.

O júri popular que decidiu o destino de Joaquim aconteceu no Auditório da OAB de Gaspar e teve início às 9h, com o sorteio dos jurados. Dos sete sorteados, quatro homens e três mulheres foram os responsáveis pela condenação. O julgamento durou seis horas e, no final, Joaquim saiu algemado, entrou no camburão da polícia e seguiu para o Presídio Regional de Blumenau, onde vai cumprir pena em regime fechado.

O que diz a acusação

O promotor Marcelo Sebastião Netto de Campos foi o responsável pela acusação de Joaquim. “Não sei porque ele matou, mas eu sei que matou por conta das 17 contradições em seus depoimentos. Quem presencia um fato inusitado e não chama por ajuda? Se realmente foi um acidente, porque ele não falou desde o começo?”, disse o promotor em sua fala.

Para convencer os jurados de que Joaquim é culpado, o promotor utilizou ainda partes do depoimento do acusado. “Ele diz que cortou a cabeça para o corpo ficar mais leve. Mas, o que muda no peso do corpo tirando a cabeça? Na verdade, ele faz essa separação para complicar a identificação. É mais fácil sumir com a cabeça. A versão utilizada por Joaquim não faz sentido. O que eu tenho certeza é que ele matou a Marli, cortou a cabeça e jogou o corpo fora”.

Advogado vai recorrer decisão

Com a sentença desfavorável para Joaquim, o advogado do condenado, Gilvan Galm, vai recorrer da decisão.

Dr. Gilvan foi nomeado pela justiça para defender o caso, visto que Joaquim não possuía um advogado. “Trabalhamos em todo o julgamento com a negativa de autoria do crime. A ocultação de cadáver é pública, notória, está nos autos e é comprovada. Mas, quanto ao crime, continuo afirmando que não há provas”.

Fonte: Cruzeiro do Vale

Matéria anterior:

Iniciou às 10h, desta quinta-feira, 25, na sede da OAB de Gaspar. o julgamento de Joaquim de Souza, 53 anos, acusado de assassinar Marli Aparecida de Lima, na noite de 28 de agosto de 2014. Inicialmente foram sorteados os sete jurados, três mulheres e quatro homens, que serão os responsáveis pelo julgamento deste crime bárbaro.

Joaquim de Souza chegou no camburão do Sistema Penitenciário de Blumenau e ao sair para o recinto,  estava algemado e foi recebido com gritos de revolta por parte dos familiares de Marli.

De acordo com a juiza Graziela Schizuiho Alchini, responsável andamento da sessão de júri, o julgamento deve ser finalidado até o fim da tarde de hoje, 24 de novembro.

Joaquim foi preso no dia 13 de fevereiro deste ano, após ter confessado o crime para polícia, que já tinha feito para justiça para um mandado de prisão temporária contra o acusado.

Marli Aparecida de Lima, estava desaparecida desde do dia 28 de agosto de 2014, quando saiu de casa no bairro Coloninha, em Gaspar, para um passeio e disse para sua filha que voltaria logo, o que não aconteceu. No dia 11 de setembro, uma cabeça de mulher foi encontrada as margens do Rio Itajaí Açu em Navegantes, após 5 meses, um exame de DNA, confirmou que a parte encontrada era mesmo da diarista. Nesta segunda-feira, 16, familiares e amigos realizaram o velório e sepultamento de Marli de Lima, no Cemitério Municipal de Gaspar.

Reportagem Jean Carlo.

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