PMSC diz que ataques podem ter sido em represália à morte de suspeito de tráfico - Rádio Sentinela do Vale

Gaspar / SC
16 de Agosto de 2018

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PMSC diz que ataques podem ter sido em represália à morte de suspeito de tráfico

07/08/2018 10:06
Os ataques do fim de semana a prédios públicos, casas de policiais e viaturas na Grande Florianópolis seriam em retaliação à morte em confronto com a PM de um rapaz de 18 anos, apontado como uma das lideranças do tráfico na capital, na noite de sexta (3), em Tijucas.

"A gente acredita que essas represálias tenham sido desencadeadas a partir desta morte que houve no confronto, onde faleceu uma pessoa ligada a lideranças de uma facção criminosa aqui da Ilha, especificamente do Morro do Mocotó", disse o comandante-geral da PMSC, coronel Araújo Gomes.

O oficial disse que a polícia já acompanhava o suspeito havia algum tempo.

"Há um vídeo onde ele aparece atirando contra patrulhas que subiam o Morro do Mocotó e ele não sabia que estava sendo filmado pela inteligência da PM, mostrando que de longa data ele estava envolvido com a criminalidade", disse o comandante.

Secretaria de Segurança Pública

Para a pasta estadual, os ataques eram esperados e vieram como resposta às ações policiais e prisões ocorridas nas últimas semanas, como parte do sufocamento ao crime organizado.

“Isso é decorrente das operações que vêm sendo realizadas, não da semana, são resultados de operações realizadas que têm feito a prisão de lideranças criminosas, a apreensão de armas e apreensão de drogas também”, disse o secretário de Segurança Pública, Alceu de Oliveira Pinto.

A Polícia Militar também disse que já aguardava os ataques dos criminosos.

“Nós sabemos que os fortes golpes que nós temos infringido ao crime com a prisão de lideranças, apreensão de arsenais, perda de grandes cargas de drogas pelas polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal, em algum momento se transformariam nesse tensionamento. Estávamos prontos e preparados para isso”, disse o comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Araújo Gomes.

Para as forças de segurança, continua a estratégia de fechar o cerco às fações que atuam no estado. “Nós acreditamos que, apesar de terem sido noites tensas, graças ao esforço dos policiais e da rápida articulação, nós conseguimos controlar a situação", disse o coronel.

Ataques

Foram pelo menos dez ocorrências graves. O primeiro deles foi na madrugada de sábado (4), com a morte de um homem em Forquilhinhas, São José. O corpo estava em um carro. Foram 20 tiros, que atingiram também um garoto de 17 anos, morador da região, que foi levado para o hospital.

Por volta do mesmo horário, também em São José, criminosos dispararam contra uma base da PM, no bairro fazenda Santo Antônio. Foram mais de 30 tiros, que atingiram ainda um posto de saúde. Ninguém ficou ferido.

Pouco depois, disparos atingiram a base da polícia na entrada de Florianópolis. Os tiros partiram de um carro, encontrado minutos depois no bairro Prainha.

Na madrugada seguinte, em Palhoça, na barra do Aririú, as casas de dois policiais militares foram alvo de disparos. Ninguém ficou ferido.

Ainda na madrugada de domingo, criminosos atacaram a tiros uma Base da PM no bairro Colônia Santana, em São José.

E já na manhã de domingo, por volta das 11h, dois homens numa moto atiraram em uma viatura do Deap (Departamento de Administração Prisional), no Sertão do Imaruim, em São José. Houve tiroteio, e depois um adolescente e um rapaz de 20 anos deram entrada no hospital regional. Eles contaram que foram atingidos por tiros.

Na noite de domingo (5), no Centro da capital, a polícia disse ter sido recebida a tiros na subida do Morro da Queimada, e que revidou os disparos.

E pouco antes da meia-noite, um grupo ateou fogo a um carro roubado na Avenida Ivo Silveira, na região continental. Houve tiroteio, e dois suspeitos, menores de idade com passagens pela polícia, foram baleados. Um deles, de 17 anos, morreu, e o outro, de 16, foi levado com vida ao hospital.

Os últimos ataques foram na madrugada desta segunda: tiros foram disparados na guarita dos fundos do Centro Administrativo do Governo.

Fonte: G1 Santa Catarina
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