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20 de Outubro de 2018

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Polícia indicia professor universitário por molestar 9 alunas

07/06/2018 09:05

A Delegacia de Proteção à Criança, Mulher e Idoso (Dpcami) de Florianópolis concluiu o inquérito envolvendo nove alunas que relataram ter sido vítimas de abuso sexual e assédio por um professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). O suspeito do crime foi enquadrado pela Polícia Civil por "molestar ou perturbar a tranquilidade". Outro caso, denunciado pela vítima como estupro, ainda segue em investigação em Palhoça, na Grande Florianópolis.

"O caso foi enquadrado no artigo 65 da Lei das Contravenções Penais. Isso porque ele não empregava violência e nem grave ameaça", disse o delegado Paulo de Deus. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público para oferecer denúncia à Justiça.

A defesa do professor Paulino de Jesus Francisco Cardoso chegou a afirmar que as relações eram consensuais. A advogada Isadora Negro, que defende as alunas, informou que irá ao Ministério Público e 3ª Vara Criminal para tentar reverter o enquadramento.

Os episódios teriam ocorrido em outubro de 2017. O primeiro boletim de ocorrência foi feito em 7 de fevereiro de 2018.

Defesa das vítimas e do suspeito

“Existe uma grande diferença entre o crime de assédio e a contravenção penal enquadrada. Mais uma vez, mulheres denunciam abuso e homens, os da delegacia, porque só tem homem trabalhando lá, escutam as vítimas e decidem se aquilo é de fato uma ofensa ou não à vítima", disse.

“Eu e minhas clientes estamos chocadas e inconformadas. Achei que faltou sensibilidade e empatia na decisão do delegado que não observou ou não quis observar a complexidade do caso, muito menos as ações do professor acusado”, afirmou a advogada.

O advogado Hédio Silva Júnior, que defende o professor, diz que a conclusão do inquérito foi justa.

"Aplaudimos o profissionalismo e imparcialidade da Policia Civil catarinense, que não se deixou influenciar pelo linchamento público a que o professor foi submetido. Não há qualquer prova ou indício de assédio sexual contra quem quer que seja. Ao final das investigações, a verdade prevalecerá", alegou.

Sindicância na Udesc

Pelo menos três alunas pediram afastamento da Udesc. Uma jovem precisou de apoio psicológico. Outra contou a NSC TV que o professor a "abraçou e botou a mão por dentro da blusa". Segundo as universitárias, o abuso de autoridade e os assédios ocorriam durante encontros de grupo de pesquisa e orientações acadêmicas.

O professor é do Departamento de História, do Centro de Ciências Humanas e da Educação (Faed) da Udesc. Em março, ele deixou de lecionar na instituição por licença médica. Depois foi afastado pela universidade por conta do início da sindicância interna.

A investigação para apurar o caso na instituição foi aberta em abril. O prazo oficial de conclusão dos trabalhos era de 60 dias. No entanto, nesta quarta-feira (6), a universidade informou ter prorrogado a investigação, totalizando o prazo em 90 dias, com término previsto em 26 de junho.

Estupro ainda é investigado

Um caso envolvendo a suspeita de estupro ainda é investigado na Dpcami de Palhoça, cidade onde reside o professor.

Conforme a advogada da jovem que registrou boletim, a aluna foi até a casa do professor para uma orientação acadêmica. Na época, ela não viu problema porque tinha uma relação com a família dele. Naquele dia, no entanto, ele estava sozinho.

De acordo com a advogada, o professor ofereceu bebida à jovem e a convenceu a ter relações sexuais com ele.

Fonte: G1 Santa Catarina
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