Vereador Dionísio Bertoldi solicita informações sobre a compra/desapropriação do hospital de Gaspar

Informações divergentes sobre a compra desapropriação do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro motivaram o vereador Dionísio Bertoldi (PT) a realizar algunsquestionamentos ao Executivo. Através do Requerimento Nº 155/2025, o parlamentar quer trazer mais transparência para a comunidade em relação a esse procedimento.
Na segunda-feira passada, dia 01/09, o governador Jorginho Mello esteve em Gaspar anunciando o repasse de R$ 20 milhões de reais para a “compra” do hospital. Todavia, na sessão ordinária de 02/09, a líder do governo municipal (vereador Alyne Serafim, PL) afirmou que o hospital não seria comprado: “A vereadora Alyne disse que os recursos não seriam usados para comprar o hospital, mas para pagar dívidas, que somariam R$ 27 milhões de reais. Por isso, fiz esse requerimento: para a comunidade entender o destino desses recursos, explica Dionísio.
O vereador ainda questiona o total da dívida e o repasse mensal ao hospital. O governo municipal já falou em uma dívida de R$ 40 milhões de reais, a vereadora Alyne Serafim em R$ 27 milhões e algumas reportagens sobre a compra/desapropriação do hospital, informaram uma dívida de R$ 50 milhões,
“conforme fontes de dentro da própria Prefeitura”. A mesma incerteza acontece com os repasses mensais ao hospital: o governo municipal já informou que o valor seria de R$ 4,5 milhões e mais recentemente, reportagens de jornais, R$ 5 milhões.
Dionísio ainda questiona quem será indenizado pela desapropriação do hospital prevista no Decreto n. 12.559, de 18 de agosto de 2025, assinado pelo Prefeito Paulo Norberto Koerich: “Na última sessão da Câmara, o vereador Alexsandro Burnier falou que uma associação privada seria detentora dos direitos do hospital. Acontece que desde 2014 o hospital está sob intervenção da Prefeitura por conta de reprovação da prestação de contas dessa associação”, relata o vereador. Diante da informação, Dionísio questiona quem receberá os recursos da indenização e quanto será pago.
Dionísio pede informações ainda sobre as prestações de contas, quem a Prefeitura considera ser o proprietário do hospital, execuções fiscais da Prefeitura contra o hospital, quais bens do hospital foram comprados com recursos públicos, em quanto está avaliado o patrimônio do hospital e como funcionará a cooperação assinada entre a Prefeitura e o Hospital Santo Antônio.




