Secretaria de Educação garante alimentação para estudantes com restrições alimentares

Secretaria de Educação garante alimentação para estudantes com restrições alimentares
Publicado em 28/05/2025 às 10:32

Cerca de 150 alunos recebem cardápios adaptados para diabetes, intolerância à lactose, doença celíaca e outras condições alimentares

Nas escolas e Centros de Desenvolvimento Infantil (CDIs) da rede municipal de ensino de Gaspar, a alimentação vai além do arroz com feijão. Ela é pensada para garantir saúde, segurança e inclusão. Atualmente, cerca de 150 dos 9.448 alunos matriculados recebem alimentos elaborados especialmente para atender restrições alimentares diversas. Isso representa aproximadamente 1,6% dos estudantes da rede.

São crianças com condições como doença celíaca, diabetes tipo 1, hipertensão, transtorno do espectro autista (TEA), além de intolerância à lactose, ao glúten, alergias a corantes, conservantes e até a frutas como banana. Entre os casos mais comuns estão as alergias à proteína do leite de vaca e a intolerância à lactose.

Para atender com qualidade e cuidado à diversidade de necessidades, as nutricionistas da Secretaria de Educação elaboram protocolos específicos para cada tipo de restrição alimentar. As refeições são servidas diariamente em 18 CDIs e 15 escolas.

A prioridade, segundo a nutricionista Karla Medeiros Luiz López, é garantir a segurança alimentar e evitar qualquer risco de contaminação cruzada. “Temos alimentos que exigem um cuidado especial, como a reserva de utensílios, a separação no preparo e a lavagem diferenciada dos materiais. Todo o processo é extremamente controlado”, explica.

Os cardápios são baseados em alimentos in natura ou minimamente processados, conforme legislação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, com substituições pontuais como fórmulas lácteas, macarrão sem glúten ou biscoito sem ovo. Tudo isso para que o momento da refeição seja também um momento de inclusão e socialização.

Além das condições clínicas, a rede municipal também respeita escolhas de vida e convicções religiosas. Vegetarianismo, veganismo e restrições alimentares por fé também são contempladas no planejamento nutricional.

“A alimentação nas escolas é um compromisso com a saúde e o bem-estar. Os pais podem sair de casa tranquilos, sabendo que seus filhos terão refeições seguras e nutritivas”, destaca a secretária de Educação, Andréia Symone Zimmermann Nagel. Ela ressalta ainda a importância da presença de nutricionistas na rede, garantindo o equilíbrio nutricional e a segurança dos alimentos.

A Secretaria de Educação, por meio da Diretoria de Alimentação Escolar mantém um acompanhamento semanal atualizado, com contato direto com as famílias sempre que necessário. Essa escuta ativa e o cuidado constante fazem parte de uma política alimentar que alia responsabilidade, inclusão e respeito às diferenças.

Como solicitar alimentação especial?

Para garantir que os alunos com restrições alimentares recebam refeições adequadas e seguras, a Secretaria de Educação orienta que os pais ou responsáveis procurem diretamente a unidade de ensino em que a criança está matriculada.

É necessário apresentar um laudo médico ou nutricional detalhado, contendo o diagnóstico da condição de saúde e as orientações alimentares específicas. Esse documento é fundamental para que a equipe de nutricionistas possa elaborar o protocolo alimentar com segurança e precisão.

Após a entrega do laudo, o caso é avaliado pelas profissionais da equipe de nutrição, que mantêm diálogo com as famílias para ajustes e atualizações sempre que necessário.

Fonte: PMG